quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pensamento do dia


Wer in den Krieg zieht, muss darauf gefasst sein, getötet zu werden,
und es gibt keinen Grund sich zu beklagen.
Helena Roerich

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

50a. Feira da Providência


VAMOS COMEMORAR!!! O Banco da Providência organiza a Feira da Providência há 50 anos e tem neste evento sua maior fonte de captação de recursos, por meio de patrocínios empresariais, venda de espaços e bilheteria.
Criada em 1961 a Feira da Providência é considerada um dos principais eventos sociais da cidade, por sua longevidade e pelo público que atrai anualmente. A Feira viu crescer gerações de famílias cariocas que têm com este evento um caso de amor e cumplicidade. Ao longo desses anos transformou os pavilhões do Riocentro em uma viagem cultural pelos hábitos e costumes de estados e países, além de ótimas opções de compras e entretenimento.

"O simples gesto de comprar um produto na Feira, de pagar uma entrada, faz diferença para a vida de milhares de pessoas, que são ajudadas por nós com estes recursos obtidos através do nosso evento. Por isso, ir à Feira é agradável para o público por tudo que existe lá de novidades e oportunidades, mas é também importante pelo cunho social que está embutido na idéia da Feira em si", lembra Marina Araújo, Diretora Geral do Banco da Providência e da Feira desde a sua primeira edição, em 1961.

Bilheteria
Os ingressos do evento serão vendidos na bilheteria situada na entrada do evento (Pavilhão 1).

Inteira: 12,00
*Meia: 6,00
Crianças até 1 metro não pagam
*Por lei os idosos, portadores de necessidades especiais e estudante pagam meia mediante apresentação de documento na bilheteria do evento.

O pagamento do ingresso deverá ser feito somente em dinheiro ou cartão de débito.

Data e Horário
De 24 a 28 de Novembro (quarta à domingo)
Das 12h às 23h


Estacionamento
A Feira da Providência oferece aos seus visitantes estacionamento gratuito.

http://www.feiradaprovidencia.org.br/Default.aspx

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Encuentro de Poesía Chilena


   “Poesía a cielo abierto” los saluda cordialmente y tiene el agrado de invitarlos a las actividades gratuitas que se llevarán a cabo los días 25, 26, 27 y 28 de noviembre en Valparaíso.
   Dicho evento, financiado por el Consejo Nacional de la Cultura y las Artes, contará con la participación de alrededor de 50 de los poetas más destacados del país y de la V región, como Gonzalo Rojas, Raúl Zurita, Óscar Hahn, Floridor Pérez, Claudio Bertoni, Mauricio Redolés, Elvira Hernández, Teresa Calderón, Erick Pohlhammer, Elicura Chihuailaf, Juan Cameron, Ennio Moltedo, Ximena Rivera & muchos más.
   Entre sus múltiples actividades, destacan las lecturas en troles y en lugares emblemáticos de la ciudad, como el Museo a cielo abierto, la terraza de La Sebastiana, la Plaza Aníbal Pinto, el Palacio de Tribunales e incluso la bahía del puerto, a través de recitales en botes en movimiento.
    En este sentido, la idea esencial del evento, además de contribuir a la revisión reflexiva del acontecer poético nacional mediante la creación de ensayos sobre las obras de los poetas invitados y a la necesidad de regenerar espacios de comunión entre la poesía y el público, es pensar Valparaíso como un escenario natural para el despliegue poético, intentando generar, siquiera durante los días del encuentro, un paréntesis en el transcurso cotidiano de la ciudad.

http://www.neruda.cl/actividades_fundacion293.htm

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Traduzir-se

Ferreira Gullar

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Caçador de mim

POR TANTO AMOR, POR TANTA EMOÇÃO
A VIDA ME FEZ ASSIM
DOCE OU ATROZ, MANSO OU FEROZ
EU, CAÇADOR DE MIM

PRESO A CANÇÕES
ENTREGUE A PAIXÕES QUE NUNCA TIVERAM FIM
VOU ME ENCONTRAR LONGE DO MEU LUGAR
EU, CAÇADOR DE MIM

NADA A TEMER
SENÃO O CORRER DA LUTA
NADA A FAZER
SENÃO ESQUECER O MEDO
ABRIR O PEITO À FORÇA
NUMA PROCURA
FUGIR ÀS ARMADILHAS DA MATA ESCURA

LONGE SE VAI, SONHANDO DEMAIS
MAS QUANDO SE CHEGA ASSIM
VOU DESCOBRIR O QUE ME FAZ SENTIR
EU, CAÇADOR DE MIM

Miltom Nascimento

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nino Miraldi - Momento para uma homenagem


EXEMPLO DE VIDA, FÉ E DOAÇÃO

Padre Nino Miraldi atuou na Baixada Fluminense de 1980 até 1990, dirigindo uma paróquia que compreendia os bairros de Califórnia, Fraternidade, Vila Nova, Santo Elias, Juscelino e Jacutinga. Era a antiga paróquia de São José Operário – Califórnia, que após a sua morte foi dividida em duas paróquias: a de São José Operário e a de Santo Elias.

Nascido na Itália, filho de família influente, tendo abandonado a faculdade de Medicina, tentou a carreira Diplomática, mas acabou conquistado por sua vocação e fez opção pelos mais pobres. Escolheu evangelizar no Brasil, começando em Vila Kennedy, subúrbio do Rio de Janeiro, veio posteriormente, atuar na Diocese de Nova Iguaçu, e junto com o Bispo Dom Adriano Hipólito e outros padres vivenciou a opressão da Ditadura Militar.

Fundou as comunidades católicas de Nossa Senhora da Conceição em Juscelino, Santa Luzia e Divino Espírito Santo em Vila Nova, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora Aparecida e a Capela de São Francisco em Jacutinga. Fundou também uma escola profissionalizante e uma creche no mesmo bairro.

Dava sinais claros de solidariedade, humildade e auto doação, quando fazia questão de residir no bairro de Santo Elias, na rua que hoje leva o seu nome, ficando assim, bem próximo aos mais carentes. Era comum Pe. Nino ser chamado no meio da madrugada para levar moradores ao hospital, e ele os levava, em uma época em que o bairro de Jacutinga apresentava os piores índices de violência da Baixada Fluminense.

Apoiava fortemente a campanha de doação de alimentos para os mais pobres, chamada Campanha do Quilo.

Incentivador das organizações populares e da formação política, antes da Assembléia Constituinte de 88, levou o debate para dentro das casas dos fiéis, explicando, em grupos didáticos, a importância da Constituição para o país.

Influenciava incessantemente os jovens para que eles buscassem formação pessoal e participação social. Sua influência atingiu pessoas conhecidas como o atual Prefeito de Mesquita, Artur Messias e a coordenadora de Gestão Participativa da Prefeitura Gisela Barros. Também a jovens menos conhecidos que fundaram a Associação Cultural Nino Miraldi em Jacutinga onde funcionam o pré-vestibular, a biblioteca e outros serviços comunitários.

Mesmo vinte anos após seu falecimento o exemplo de Padre Nino Miraldi permanece vivo entre os que o conheceram e é apaixonadamente recordado para todos aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

Diante da desvalorização da vida em uma sociedade consumista que incentiva a superficialidade nas relações humanas e trata com indiferença a exclusão dos mais necessitados, recordar Nino Miraldi, para muitos, é mais que um alívio, é também motivo para questionar tudo isso. Alguns, talvez os mais humildes de coração, vão além e acreditam que ele realmente foi um homem santo.

Em 29/07/2010 - 20 anos de seu falecimento.
André Souza

quarta-feira, 2 de junho de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

JOAQUIM NABUCO

1849, agosto, 19 - Nasceu às 8h30 da manhã, em velho sobrado na Rua do Aterro da Boa Vista (atual Rua da Imperatriz Tereza Cristina), filho do futuro senador José Tomás Nabuco de Araújo e de sua esposa, Ana Benigna de Sá Barreto. Era um rebento de estirpe ilustre, de vez que os Nabucos de Araújo eram uma influente família baiana que dava senadores ao Império desde o Primeiro Reinado, e os Paes Barreto se constituíam em uma família de grande influência em Pernambuco, desde o século XVI, estando a ela vinculado Francisco Paes Barreto, último morgado do Cabo e marquês do Recife.


1849, dezembro, 8 - Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo foi batizado no Cabo, tendo como padrinhos os senhores do Engenho Massangana, Joaquim Aurélio Pereira de Carvalho e d. Ana Rosa Falcão de Carvalho. Esta madrinha teria uma grande influência na sua formação, pois muito criança ainda ficou sob seus cuidados quando os pais viajaram para a Corte. Em Massangana ele passou a infância, até a morte da madrinha, tendo contato direto com a escravidão, podendo compreender a sua crueldade e o mal que fazia ao país.


1857 - Com a morte de d. Ana Rosa transferiu-se para a residência dos pais, no Rio de Janeiro, onde realizou os estudos de nível primário e secundário, este último feito na cidade de Nova Friburgo, em colégio dirigido pelo famoso barão de Tauthphoeus.


1866- Iniciou os estudos de Direito na Faculdade de São Paulo, destacando-se entre os colegas, como orador. Assim, a 2 de abril de 1868, foi o orador que saudou José Bonifácio, o moço, quando este regressou à sua cidade, após perder o lugar de ministro, com a queda do Gabinete Zacarias.


1869- Transferiu-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde se aproximou dos seus parentes maternos e de amigos; escreveu A escravidão, que permaneceu inédito até 1988, quando foi publicado pela Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, e escandalizou a elite local, por defender, em um júri, um escravo negro que assassinara o seu senhor.



1870, janeiro, 28 - Diplomou-se no Recife em Ciências Sociais e Jurídicas. Após a formatura retornou ao Rio, tentando advocacia - o pai tinha um excelente escritório - e iniciando-se no jornalismo em A Reforma, defendendo princípios monárquicos.


1872- Publicou o seu primeiro livro Camões e os Lusíadas, com 294 páginas. Anteriormente publicara dois opúsculos: O gigante da Polônia,em 1864, e O povo e o trono,em 1869; publicou ainda, neste ano, um outro trabalho Le droit du meurtre, em homenagem a Renan, que exercia grande influência no seu espírito.


1872- Com o dinheiro obtido com a venda do Engenho Serraria, herdado de sua madrinha, passou um ano na Europa, viajando, fazendo contatos com intelectuais e políticos e se preparando para o futuro.


1876, abril, 26 - Obteve o seu primeiro cargo público, o de adido de legação nos Estados Unidos, cargo que lhe proporcionou um melhor conhecimento do país, onde na velhice seria embaixador, contatos e estudos em Nova Iorque (onde viveu a maior parte do tempo) e em Washington.


1878- Foi eleito, graças ao apoio do Barão de Vila Bela, deputado geral pela província de Pernambuco, passando no ano seguinte a participar do parlamento, com destaque, em face da sua origem, ao valor de sua oratória e da independência frente ao governo Sinimbu, do seu próprio partido. Ele, ao lado de outros jovens deputados, iniciou então a campanha contra a escravidão, em favor da abolição da escravatura. Nessa legislatura Nabuco combateu um projeto de exploração do Xingu, defendendo os direitos dos indígenas (1deg. de abril) e criticou o envio de uma missão governamental à China, visando estimular à migração de chineses que deveriam substituir os escravos nas fainas agrícolas. Nabuco verberou este projeto que classificou de tentativa de "mongolização do país".


1880- Comemoração do terceiro centenário de Camões, no Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, tendo Nabuco sido o orador oficial, realizando brilhante discurso.


1880, setembro,7 - Nabuco organizou e instalou em sua residência a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, desafiando a elite conservadora da época, que considerava a escravidão uma instituição indispensável ao desenvolvimento do Brasil. Assim ele aprofundou as divergências com o seu partido, o Liberal, e inviabilizou a sua reeleição.


1882, fevereiro,1 - Derrotado nas eleições para a Câmara dos Deputados, quando disputou um lugar pela Corte, como representante dos abolicionistas, partiu para a Europa, para o que chamou de exílio voluntário. Em Londres viveu como advogado e jornalista (representante do Jornal do Commercio do Rio de Janeiro) e escreveu um dos seus principais livros, O abolicionismo, publicado em 1884.


1884- Realizou a campanha para a eleição, por Pernambuco, à Camara dos Deputados, defendendo ao lado de José Mariano, a causa do abolicionismo. Seus discursos e conferências foram reunidos no livro A campanha abolicionista, publicado em 1885, onde defendeu idéias bastante avançadas. Vitorioso sobre o candidato conservador, Machado Portela, foi entretanto expurgado pela Câmara.


1885, julho, 7 - O expurgo de Nabuco causou a maior revolta em Pernambuco, e o 5deg. Distrito, por decisão dos chefes liberais Ermírio Coutinho e Joaquim Francisco de Melo Cavalcanti, que renunciaram a disputa da vaga de deputado, elegeu Joaquim Nabuco para a Câmara. O 5deg. Distrito era formado pelos municípios de Nazaré e Bom Jardim.


1885- Atuação de Nabuco na Câmara dos Deputados, defendendo o Gabinete Dantas e o seu projeto de libertação dos sexagenários, apesar de considerá-lo muito moderado. Em seguida à queda de Dantas, ele atacou as modificações feitas ao projeto pelo novo presidente do Conselho, J. A. Saraiva, que seria transformado em lei pelo Gabinete Cotejipe, a 28 de setembro.


1885,setembro,14 - Nabuco apresentou à Câmara dos Deputados um projeto de lei em favor da federação das províncias, tentando concretizar velha aspiração regionalista brasileira.


1886, janeiro, 15 - Nabuco foi derrotado em eleição para a Câmara dos deputados ao tentar eleger-se pelo Recife. Dedicou-se ao jornalismo escrevendo uma série de opúsculos, em que identificou a Monarquia com a escravidão e fez sérias críticas ao governo. Estes opúsculos se intitulavam O erro do Imperador, O Eclipse do Abolicionismo e Eleições liberais e eleições conservadoras, publicados em 1886.


1887,setembro,14 - Nabuco derrotou Machado Portela em eleição memorável no Recife, quando este, ministro do Império, tentava confirmar o seu mandato, voltando à Câmara para concluir o seu apostolado em favor da abolição.


1888,fevereiro,10 - Teve audiência particular com o papa Leão XIII e relatou a luta pelo abolicionismo no Brasil, tendo possivelmente influenciado o grande pontífice na elaboração de uma encíclica contra a escravidão.


1888, março, 10 - O Gabinete João Alfredo assume o governo com o propósito deliberado de abolir a escravatura no Brasil. Nabuco, apesar de o Gabinete ser conservador, o apoiou e deu uma grande contribuição à aprovação da Lei Áurea. Em seguida, quando os ressentidos com a abolição se lançaram contra João Alfredo, Nabuco veio em sua defesa, realizando, a 22 de maio de 1889, um dos seus mais memoráveis discursos na Câmara dos Deputados.


1889, abril, 28 - Casou-se com d. Evelina Torres Soares Ribeiro, filha do barão de Inhoã e fazendeiro em Maricá, na então província do Rio de Janeiro.


1889, agosto, 21 - Nabuco foi eleito deputado por Pernambuco, para a última legislatura do Império, sem ir ao Recife e sem solicitar o apoio do eleitorado. Começava a se desiludir dos processos políticos no país e temia pela queda da Monarquia, a quem era fiel, embora procurasse liberalizá-la e não poupasse críticas à instituição e ao próprio Imperador.


1889, novembro,15 - Proclamação da República e posicionamento de Nabuco em favor da Monarquia, recusando-se inclusive, apesar de solicitado, a postular uma cadeira na Assembléia Constituinte de 1891. Justificou sua posição no opúsculo Por que sou monarquista.


1891, junho, 29 - Surgiu o Jornal do Brasil, fundado por Rodolfo Dantas, com a finalidade de bem informar a população e de defender, de forma moderada, a restauração da Monarquia. Nabuco, convidado, tornou-se colaborador desse jornal. Naquela ocasião, lutando pela vida, voltou à advocacia, abrindo escritório em sociedade com o conselheiro João Alfredo. Não foram bem sucedidos na profissão e um ano depois fecharam o escritório.


1892 - Viajou à Inglaterra com a família, aí permanecendo por alguns anos. Fazendo um balanço de sua vida, voltou à Igreja Católica, que havia abandonado na juventude, passando a frequentar as cerimônias religiosas e se confessando, em 28 de maio, na Capela de Nossa Senhora das Dores. Sua comunhão só seria feita no Rio de Janeiro a 22 de dezembro do mesmo ano. O livro Minha Fé, publicado em 1986 pela Fundação Joaquim Nabuco, relata o processo de conversão do ilustre estadista.


1895 - No auge das disputas entre monarquistas e republicanos escreveu um opúsculo, O dever dos monarquistas, em resposta a outro escrito pelo almirante Jaceguai, favorável ao novo regime intitulado O dever do momento.


1896, janeiro, 12 - Foi publicado no Jornal do Commercio um manifesto do Partido Monarquista, recém-fundado, tendo como signatários, além de Nabuco, os conselheiros João Alfredo, Lafaiete Pereira, o visconde de Ouro Preto, Afonso Celso e outros.


1893/1899 - Período de intensa atividade intelectual de Nabuco. Não aceitando os cargos nem encargos da República, Nabuco dedicou-se às letras, escrevendo livros e artigos para jornais e revistas. Alguns livros foram escritos inicialmente para publicação de seus capítulos, como artigos, nos jornais e na Revista do Brasil. Estes livros, quase sempre de comentários políticos, foram Balmaceda (publicado em 1895) sobre a guerra civil no Chile e A intervenção estrangeira na Revolta de 1893 (publicado em 1896) onde, além de analisar o desenrolar da luta, faz confronto entre Saldanha da Gama, maior lider da Revolta, e Floriano Peixoto, que encarnava a legalidade. Também deste período é Um estadista do Império (1896), seu principal livro, em que analisa a vida do senador Nabuco de Araújo e a vida política, econômica e social do país durante a atuação do mesmo. Ainda desta época é o seu livro de memórias, intitulado Minha formação, publicado parcialmente na imprensa e reunido em livro em 1900.


1896 - Participou da fundação da Academia Brasileira de Letras, que teve Machado de Assis como seu primeiro presidente e Nabuco como secretário perpétuo.


1896, janeiro, 25 - Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.


1899, março, 9 - Aceitou convite do governo da República para defender o Brasil na questão de limites com a então Guiana Inglesa de que seria árbitro o rei Victor Emanuel da Itália. Iniciou um processo de afastamento do grupo monarquista e a sua conciliação com a República.


1900, março - Morte de Sousa Correia, ministro brasileiro na Inglaterra, provocando o convite do gabinete do governo para que Nabuco aceitasse este lugar, passando a ser funcionário da República. Nabuco inicialmente aceitou ser "plenipotenciário em missão especial" deixando a chefia da legação com o encarregado de negócios.


1900, agosto - Aceitou o cargo de chefe da legação em Londres e tornou-se, finalmente, funcionário da República.


1900, dezembro - Proferiu, no Rio de Janeiro, em banquete que lhe foi oferecido, discurso considerado como a sua declarada adesão à República.


1903 - Publicou-se em Paris o livro O direito do Brasil (primeira parte) em que analisou as razões do Brasil na contenda com a Inglaterra a respeito de uma área territorial fronteiriça com a Guiana Inglesa.


1904, junho, 14 - O rei Victor Emanuel da Itália deu o laudo arbitral na questão da Guiana Inglesa, dividindo o território disputado em duas partes - 3/5 para a Grã-Bretanha e 2/5 para o Brasil - o que foi considerado por todos, inclusive por Nabuco, como uma derrota para o Brasil.


1905 - Criada a Embaixada do Brasil em Washington, Nabuco foi nomeado embaixador do Brasil, apresentando suas credenciais ao presidente Teodoro Roosevelt, a 25 de maio. Como embaixador em Washington ligou-se muito ao governo norte-americano e defendeu uma política pan-americana, baseada na doutrina de Monroe. Também viajou bastante pelos Estados Unidos e proferiu dezenas de conferências em universidades americanas.


1906, julho - Organizou a III Conferência Pan-americana, realizada no Rio de Janeiro, com a presença do secretário de Estado dos Estados Unidos.


1910, janeiro, 17 - Faleceu em Washington, como embaixador, após um longo período de doença.



http://www.fundaj.gov.br/docs/nabuco/jn.html

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A história das coisas

http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E&feature=related

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Literatura francesa


Marcel Proust nasceu em Auteuil, subúrbio de Paris, em 1871. De saúde frágil, teve uma infância cheia de cuidados. Durante a adolescência, viveu nos Champs-Élysées, em Paris, onde o ar saudável lhe ajudava a diminuir os efeitos da asma. Em 1891, ingressou na Faculdade de Direito da Sorbonne; preparou-se para seguir a carreira diplomática, da qual desistiu para dedicar-se à literatura. Seus primeiros escritos datam de 1892, quando, com alguns amigos, fundou a revista Le Banquet. A seguir, passou a colaborar em La Revue Blanche, freqüentando ao mesmo tempo os salões aristocráticos parisienses, cujos costumes forneceram material para sua obra literária, iniciada com Os Prazeres e os Dias (1896). A morte da mãe, em 1905, fez dele herdeiro de uma fortuna razoável. Com a saúde cada vez mais debilitada, Proust acaba isolando-se dos meios sociais para dedicar-se exclusivamente à criação de Em Busca do Tempo Perdido, publicado entre 1913 e 1927, em oito volumes: No Caminho de Swann, À Sombra das Raparigas em Flor, O Caminho de Guermantes (1 e 2), Sodoma e Gomorra, A Prisioneira, A Fugitiva e O Tempo Redescoberto. Seu romance é tido por consenso como um dos maiores não apenas do século passado, mas de toda a história da literatura. Proust morreu em Paris, em 1922.

Em Busca do Tempo Perdido – No Caminho de Swann , Marcel Proust

"Um homem que dorme sustenta em círculo, a seu redor, o fio das horas, a ordenação dos anos e dos mundos. Ao acordar, consulta-os por instinto e neles verifica, em um segundo, o ponto da terra em que se localiza, o tempo que transcorreu até o seu despertar; mas essa ordem pode se confundir e romper. Se, pela madrugada, após uma insônia, o sono vem surpreendê-lo durante a leitura, numa posição bem diferente daquela em que costuma dormir, basta seu braço erguido para parar e fazer recuar o sol, e no primeiro minuto ao despertar já não mais saberá as horas, achando que mal acaba de se deitar. Se adormecer em posição ainda mais desusada e diversa, por exemplo depois do jantar, sentado numa poltrona, então a reviravolta será completa nos mundos fora de órbita, a poltrona mágica o fará viajar a toda velocidade no tempo e no espaço, e, no momento de abrir as pálpebras, julgará estar deitado alguns meses antes, numa região diferente."

(Marcel Proust - À la recherche du temps perdu)

Advice for the young at heart - TEARS FOR FEARS

Advice for the young at heart
Soon we will be older
When we gonna make it work ?

Too many people living in a secret world
While they play mothers and fathers
We play little boys and girls
When we gonna make it work ?
I could be happy
I could be quite naive
It's only me and my shadows
Happy in our make believe
Soon...

And with the hounds at bay
I'll call your bluff
Cos it would be okay
To walk on tiptoes everyday

And when I think of you and all the love that's due
I'll make a promise, I'll make a stand
Cos to these big brown eyes, this comes as no surprise
We've got the whole wide world in our hands

Advice for the young at heart
Soon we will be older
When we gonna make it work ?

Love is a promise
Love is a souvenir
Once given
Never forgotten, never let it disappear
This could be our last chance
When we gonna make it work ?
Working hour is over

And how it makes me weep
Cos someone sent my soul to sleep

And when I think of you and all the love that's due
I'll make a promise, I'll make a stand
Cos to these big brown eyes, this comes as no surprise
We've got the whole wide world in our hands

Advice for the young at heart
Soon we will be older
When we gonna make it work ?
Working hour is over

We can do anything that we want
Anything that we feel like doing
Advice...

http://vagalume.uol.com.br/tears-for-fears/advice-for-the-young-at-heart.html

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

AS INDAGAÇÕES

A resposta certa, não importa nada:
o essencial é que as perguntas estejam certas.

Mário Quintana